Tão longe, mesmo que perto.
Tão solitária, mesmo que acompanhada.
Tão fria, tão rude, tão vazia...
Ninguém a compreendia.
Ninguém a compreendia.
(Tudo que sei, é que nada me preenchia).
Às vezes fugia tentando se encontrar em alguém, em algum
lugar.
Se, de repente, deparasse com a realidade sentia que
enlouqueceria.
Sufocando-se com qualquer companhia.
Vivia bem dentro de seus pensamentos.
(Ah! Se tu
soubesses... Se soubesses que tudo o que eu queria era alguém que não soltasse
minha mão).
As palavras mal ditas e engolidas sufocavam-lhe.
Talvez não fosse ninguém por ser tão comum.
(Os detalhes mais desprezíveis pertenciam-me).
Talvez fosse alguém por ser tão eu.
(É mais fácil quando menciona a si mesmo em uma terceira
pessoa).
Ser apenas mais um rosto no meio da multidão que continua
caminhando na escuridão.
Deixe-me de lágrimas inundar, me perder e me achar.
Só não me julgue quando tudo o que quero é amar.
Tropeçar nas palavras e embaralhá-las.
Tropeçar nas palavras e embaralhá-las.
Dizer nada, quando tenta se dizer tudo.
Confundir e sumir.
Pintar e desbotar.
SEMPRE se reinventar.
Confundir e sumir.
Pintar e desbotar.
SEMPRE se reinventar.
Falar de mim é complicado, então, escrevo.
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