segunda-feira, 20 de maio de 2013

Amor desbotado


Descobri que ainda me dói...
Cada gesto não correspondido,
Cada olhar perdido,
Momentos esquecidos
Por ti, não por mim.
Achei que eu fosse mais forte, mas, eu não sou.
Achei que tudo iria passar, mas, não passou.
Anos e mais anos se foram e nada mudou.
Se tu soubesses o quanto me desgasta, não faria isso comigo. 

sábado, 18 de maio de 2013

Mal Interpretado

É, deve ser...
Devo ter mesmo mudado, devo ter desaparecido.
Devo ter te maltratado, te ignorado, te aborrecido. 
Devo ter sido tudo o que eu nunca quis ser, só pode, só pode ser.
Mas, saiba, você devia ter notado.
Notado que não era nada disso.
Fiz foi de tudo pra ter se sentido amado.
É, deve ser...

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Bêbada Desengonçada

Embriago-me para me soltar e mostrar o quão amável eu posso ser.
Agir com sentimentos e expressão que eu gostaria de ter.
Os que me surgem do nada.
Faço mesmo sabendo do trabalho que posso dar a quem estiver comigo.
Quantas vezes me carregaram por nem consegui me manter em pé, ou seguraram meu cabelo porque vomitava sem parar e até chegaram a me abrigar em suas casas por estar completamente descontrolada para ir embora.
Estando consciente da minha insanidade por tal ato e saber que no dia seguinte estarei completamente sem graça por tudo.
Precisar pedir desculpas por tamanha irresponsabilidade minha.
Porém, não me arrependo tanto de por um momento ter mostrado a pessoa divertida e afetuosa que tem dentro de mim.  
Sou feliz nesses instantes.
A bebida faz isso comigo.
Faz com que eu me liberte.
É quando ganho coragem para dizer o que sinto e penso, mesmo que atropelando nas próprias palavras. Mostrando como sou imperfeita e desengonçada.
A ressaca horrível do dia seguinte e a tristeza que me bate sem porquê.
Volto ao estado insensível e amargurado.
Repulsivo a qualquer sentimentalismo.
Alguém mal amado.
E me pergunto; são eles que se negam a ver, ou sou eu que não sei demonstrar?
Aqui estou procurando meu doce “eu” sem encontrar.
Não sei se bêbada sou mais decifrável do que sóbria mórbida, ou se tudo se esconde por baixo de uma capa que ninguém suspeita ou se interessa em ver o que ali possa estar, mas, nem eu mesma me atrevo a olhar.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Carta Suicida

Perdoem-me por tudo e pelo nada que nunca tive coragem de fazer.
Sei que há uma camisa para pintar a qual comprei recentemente.
Sei que deixei o café pela metade e as cinzas do cigarro no lugar errado.
Sei que não terminei de ler aquele livro.
Sei que não assisti ao novo filme do Cruise, nem aos inúmeros existentes.
Sei que não vou realizar o sonho de ter um fusca, ou de envelhecer e morrer ao som de um bom vinil.
Sei que deveria ter dado o banho na minha cadela e ter a levado para passear.
Juro que não pude. A dor era maior.
Sei que vivi muito tempo ausente por passar maior parte dele dentro de mim e ter esquecido de quem estava ali.
Sei que fui um tanto impulsiva diversas vezes. Saibam, me arrependi de quase todas.
Sei que não fechei a janela e deixei a chuva molhar os móveis. Simplesmente esqueci da imensidão que algo tão 'pequeno' poderia fazer.
Sei que havia muito à ser feito e dito, mas, não consegui.
Sei que não fui uma boa filha, nem uma boa amiga, muito menos uma boa amante.
Sei que derrubei as tintas no tecido errado.
Fui quando deveria ter ficado.
Assim como talvez esteja indo agora sem precisar ir, mas, não se esqueçam de que em mim tudo se explodiu por dentro. Não restou nada, nada além de um saco 'bonito' com mercadoria suja.
Desculpem. Fiz o máximo que pude. Errei querendo acertar.
Peço apenas que guardem consigo o que me foi mais precioso transmitido para simples fotografias, desenhos, pinturas e textos desleixados que fiz.
Não se esqueçam que o que és, irá prevalecer na diferença que fazes.
Desculpem minha fraqueza e minha incapacidade de organizar o quarto dentro de mim.
Não pude lidar com a minha voz de dentro me sufocando ao tentar sair.
Silenciarei para sempre agora.
Adeus.

sábado, 11 de maio de 2013

Como Dois Pássaros

Não te aprisiono, nem nunca irei.
Sempre lhe deixarei ir.
Quero ver-te voar.
Quero ver-te criar asas e ser  livre.
Quero ver-te ir longe apreciar deste lindo céu azul.
Não peço que fique.
Peço-lhe apenas que às vezes desça e me conte sobre como as mudanças acontecem lá de cima.
Venha cantar todas as manhãs próximo de mim.
Irei lhe ouvir e admirar-te da minha janela.
Por segundos, sentirei inveja.
Entristecerei quando o ver partir outra vez.
Nos dias em que não estiver, imaginarei por onde voas.
Manterei-te presente dentro de minha mente.
Sufocarei e me perderei.
Esperarei-te voltar para que também me ensine a voar.
Trará-me asas...  As asas que me foram cortadas.
Recuperarei a voz e direi-te então que sempre foste meu ninho.
Voarei junto a ti com tal doce ilusão de liberdade.
Confortaremo-nos na prisão dessa imensidão do céu.