Eu odeio tudo aquilo que crio,
Eu odeio tudo aquilo que digo
e o que não digo.
Eu odeio tudo aquilo que faço
e o que não faço.
Eu odeio tudo aquilo que sou
e o que me leva a ser o contrário.
Eu odeio tudo aquilo que me faz medo,
Eu odeio tudo aquilo escrevo
e o que eu não vejo
que me "toca" e me transforma.
Eu odeio não ter o que eu gostaria de ter
que deixa um espaço vazio no meu ser.
E, por fim de tudo, mas, não menos importante:
Eu odeio dizer que odeio essas coisas que odeio
quando na verdade, eu odeio não saber o que realmente odeio.
O que me leva a confirmar que vivo, mas, vivo na vida com receio.
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